Terra SUS

Plataforma de Georreferenciamento para Monitoramento da Rede Hospitalar do Sistema Único de Saúde

Author

Cieges - Brasil Estadual / CONASS

Published

January 22, 2026

1 Introdução

1.1 Contexto

O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) foi instituído no início dos anos 2000, no contexto de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de consolidar uma base nacional única de informações sobre os estabelecimentos de saúde em funcionamento no país. Sua criação representou um marco na organização da informação em saúde, ao padronizar e integrar dados até então dispersos, permitindo maior transparência, planejamento e controle das ações e serviços de saúde.

Desde então, o CNES tornou-se um instrumento estratégico para a saúde pública, pois reúne informações essenciais sobre a rede assistencial, como tipos de estabelecimentos, serviços ofertados, capacidade instalada, recursos humanos, equipamentos e natureza jurídica. Essas informações subsidiam a formulação de políticas públicas, o planejamento territorial da rede de atenção à saúde e o monitoramento da oferta de serviços, contribuindo para a tomada de decisão baseada em evidências.

No âmbito do financiamento da saúde, o CNES assume papel central, uma vez que é referência obrigatória para o repasse de recursos federais, estaduais e municipais. Diversos mecanismos de financiamento e programas do SUS utilizam os dados do CNES como critério para habilitação, credenciamento e pagamento de serviços. Assim, a consistência e a fidedignidade das informações cadastradas impactam diretamente na alocação de recursos, na contratualização de serviços e na sustentabilidade financeira do sistema de saúde.

Dessa forma, a qualidade do cadastro dos estabelecimentos de saúde é fundamental. Um CNES atualizado e corretamente preenchido garante maior confiabilidade às informações utilizadas para o planejamento, o financiamento e a avaliação da rede assistencial. Cadastros incompletos ou inconsistentes podem gerar distorções na análise da capacidade instalada, prejuízos no repasse de recursos e fragilidades na organização da rede de atenção.

Portanto, manter o CNES atualizado não é apenas uma exigência administrativa, mas um compromisso com a boa gestão pública, com a eficiência do financiamento da saúde e com a garantia do acesso equitativo e qualificado aos serviços de saúde para a população.

1.2 Justificativa

A distribuição desigual de leitos hospitalares entre regiões brasileiras representa um dos principais desafios para a gestão do SUS. Enquanto grandes centros urbanos concentram serviços de alta complexidade, municípios menores frequentemente dependem de transferências para acesso a leitos de UTI e especialidades críticas.

A falta de informações consolidadas e de fácil interpretação dificulta:

  • A identificação de vazios assistenciais (regiões sem cobertura adequada)
  • A avaliação de riscos de desassistência por concentração de mercado
  • O planejamento de investimentos em infraestrutura hospitalar
  • A organização de redes de referência regionais

O projeto Terra SUS surge como resposta a essa necessidade, transformando dados brutos do CNES em inteligência territorial para apoio à gestão.


2 Objetivos

2.1 Objetivo Geral

Utilizar a base do CNES 360, com foco na assistência hospitalar, como instrumento analítico de inteligência territorial, integrando georreferenciamento, análise de dados e visualização estratégica para subsidiar o planejamento, a gestão e a tomada de decisão em saúde.

2.2 Objetivos Específicos

  1. Tratar e qualificar os dados do CNES - Realizar processo de ETL (Extração, Transformação e Carga) para limpeza, padronização e enriquecimento dos dados brutos de leitos hospitalares

  2. Desenvolver taxonomia hierárquica de leitos - Classificar os leitos em 3 níveis (intensidade do cuidado, público-alvo, especialidade) baseada em normativas do Ministério da Saúde

  3. Identificar padrões por clusterização - Aplicar técnicas de machine learning para identificar agrupamentos naturais de especialidades com características similares

  4. Mapear vazios assistenciais por município - Calcular indicadores de cobertura, concentração de mercado (HHI) e classificação de vazios (COMPLETO, PARCIAL, BÁSICO, DESERTO)

  5. Gerar produtos de visualização estratégica - Desenvolver relatórios, dashboards e guias de uso que facilitem a interpretação dos dados e o apoio à gestão

  6. Aplicar o instrumento com técnicos estaduais - Capacitar equipes que trabalham com CNES nos estados para uso da plataforma

2.3 Competências do IDASH Atendidas

2.3.1 Sobre o Programa IDASH

O Programa de Formação em Informática e Ciência de Dados para Saúde (IDASH) é uma iniciativa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) em parceria com o Centro Internacional de Treinamento e Educação em Saúde da Universidade de Washington (UW I-TECH).

O programa tem duração de 10 meses e visa fortalecer a capacidade de profissionais da saúde pública em cinco áreas-chave:

  1. Direção estratégica de informática em saúde pública e gerenciamento de projetos
  2. Interoperabilidade
  3. Tecnologias de sistemas de informação
  4. Análise e visualização de dados de saúde pública
  5. Comunicação sobre informática em saúde pública

A formação consiste em três workshops presenciais (totalizando quatro semanas ao longo de um ano), além de ensino a distância e implementação de um projeto aplicado. O programa conta com participantes de 6 países da América do Sul: Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru.

O projeto Terra SUS é o projeto aplicado desenvolvido pela equipe brasileira no âmbito do programa IDASH.

2.3.2 Competências Atendidas pelo Projeto

Competência IDASH Aplicação no Projeto Terra SUS
Direção estratégica e gerenciamento de projetos Planejamento e execução do projeto em 4 fases, com cronograma, marcos e entregas definidas
Interoperabilidade Integração de dados do CNES com taxonomias padronizadas e formatos abertos (CSV, HTML, PDF)
Tecnologias de sistemas de informação Uso de Python, Pandas, Quarto, ferramentas de ETL (Pinti) e visualização
Análise e visualização de dados Clusterização, cálculo de indicadores (HHI), classificação de vazios, gráficos e mapas
Comunicação em informática em saúde Relatórios técnicos, guia de tomada de decisão, documentação do projeto

2.4 Escopo do Projeto

2.4.1 Abrangência Geográfica

  • Nacional: Todos os 5.570 municípios brasileiros
  • Foco: Estabelecimentos de assistência hospitalar

2.4.2 Beneficiários

Perfil Benefício
Secretarias Estaduais de Saúde Planejamento da rede hospitalar estadual
Secretarias Municipais de Saúde Identificação de necessidades locais
CONASS/CONASEMS Visão consolidada nacional
Ministério da Saúde Subsídio para políticas públicas
Técnicos de CNES Ferramenta de trabalho qualificada

2.4.3 Período de Execução

  • Fase 1 (Desenvolvimento): [A definir no cronograma]
  • Fase 2 (Aplicação piloto): [A definir no cronograma]
  • Fase 3 (Expansão): [A definir no cronograma]

3 Método

3.1 Plano de Desenvolvimento

O projeto foi desenvolvido em 4 etapas metodológicas sequenciais:

3.1.1 Etapa 1: ETL (Extração, Transformação e Carga)

Técnicas utilizadas:

  • Extração de dados via DataSUS/Pinti
  • Limpeza e tratamento de valores nulos
  • Padronização de variáveis
  • Enriquecimento com descrições de códigos

Entrada: Arquivo bruto do CNES com 309.610 registros (6 meses)

Transformações:

Transformação Resultado
Filtro de competência única 309.610 → 51.602 registros
Remoção de nulos 51.602 → 49.804 registros
Seleção de colunas 30 → 11 colunas
Enriquecimento +2 colunas descritivas

Saída: Arquivo tratado com 49.804 registros, zero valores nulos

3.1.2 Etapa 2: Classificação Taxonômica

Técnicas utilizadas:

  • Classificação determinística por regras de negócio
  • Fundamentação em normativas do Ministério da Saúde

Estrutura hierárquica em 3 níveis:

NÍVEL 1: Intensidade do Cuidado
├── INTENSIVO (UTI) - RDC ANVISA nº 7/2010
├── SEMI-INTENSIVO (UCI) - Portaria GM/MS nº 3.432/1998
├── ALTA COMPLEXIDADE - Portaria GM/MS nº 930/2012
├── MÉDIA COMPLEXIDADE
└── BAIXA COMPLEXIDADE

NÍVEL 2: Público-Alvo
├── ADULTO
├── PEDIÁTRICO
├── NEONATAL - Portaria GM/MS nº 930/2012
└── OBSTÉTRICO

NÍVEL 3: Grupo de Especialidade
└── 21 grupos (Cardiologia, Neurologia, Oncologia, etc.)

Resultado: 100% dos leitos classificados nos 3 níveis

3.1.3 Etapa 3: Clusterização de Especialidades

Técnicas utilizadas:

  • Engenharia de features (12 variáveis por especialidade)
  • Normalização StandardScaler
  • Redução de dimensionalidade (PCA)
  • Clusterização hierárquica (método de Ward)
  • Validação estatística

Métricas de validação:

Métrica Valor Interpretação
Silhouette Score 0.45 Boa separação entre clusters
Calinski-Harabasz 28.5 Clusters bem definidos
Davies-Bouldin 0.89 Baixa sobreposição

Resultado: 8 clusters identificados com interpretação clínica

3.1.4 Etapa 4: Análise de Vazios Assistenciais

Técnicas utilizadas:

  • Agregação de indicadores por município
  • Cálculo do Índice Herfindahl-Hirschman (HHI) de concentração
  • Classificação de vazios assistenciais
  • Análise regional comparativa

Indicadores calculados:

Indicador Descrição
total_leitos Quantidade absoluta de leitos no município
leitos_sus / pct_sus Leitos disponíveis ao SUS
tem_uti / tem_uci Presença de leitos intensivos
hhi Índice de concentração de mercado
classificacao_vazio COMPLETO, PARCIAL, BÁSICO ou DESERTO

3.2 Fonte de Dados e Informações

3.2.1 Fonte Principal

Característica Descrição
Sistema CNES - Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde
Órgão Ministério da Saúde / DataSUS
Competência Junho/2025 (202506)
Extração Ferramenta Pinti
Periodicidade Mensal

3.2.2 Dados Extraídos

Variável Descrição
cnes Código do estabelecimento
codufmun Código IBGE do município
co_leito Código do tipo de leito
tp_leito Tipo de leito
qt_exist Quantidade de leitos existentes
qt_sus Quantidade de leitos SUS
qt_nsus Quantidade de leitos não-SUS

3.2.3 Fontes Complementares (para integração futura)

Fonte Dados Aplicação
IBGE População por município Leitos per capita
SIH/SUS Internações realizadas Taxa de ocupação
ANS Beneficiários de planos Ajuste de demanda SUS

3.3 Especificações do Produto Final

3.3.1 Requisitos Funcionais

ID Requisito Prioridade
RF01 Processar dados brutos do CNES e gerar arquivo tratado Alta
RF02 Classificar leitos em taxonomia hierárquica de 3 níveis Alta
RF03 Identificar clusters de especialidades por similaridade Média
RF04 Calcular indicadores de vazios assistenciais por município Alta
RF05 Gerar relatórios em formato HTML e PDF Alta
RF06 Exportar datasets em formato CSV Alta
RF07 Disponibilizar guia de uso para gestores Média

3.3.2 Requisitos Não-Funcionais

ID Requisito Especificação
RNF01 Reprodutibilidade Código documentado em Quarto (.qmd)
RNF02 Portabilidade Arquivos em formatos abertos (CSV, HTML, PDF)
RNF03 Atualização Processo replicável para novas competências
RNF04 Acessibilidade Relatórios navegáveis com sumário

3.3.3 Produtos Entregues

3.3.3.1 Datasets

Arquivo Registros Descrição
arq2_tratado.csv 49.804 Dados de leitos limpos e enriquecidos
arq3_tipologias.csv 49.804 Leitos com tipologias derivadas
arq4_perfil_estabelecimentos.csv 9.072 Perfil por estabelecimento
arq5_taxonomia_leitos.csv 49.804 Leitos com taxonomia hierárquica
arq6_clusterizacao_especialidades.csv 65 Clusters por especialidade

3.3.3.2 Relatórios Técnicos

Documento Conteúdo
Nota Técnica ETL Processo de transformação de dados
Tipologia de Leitos Metodologia de tipologias derivadas
Taxonomia Hierárquica Classificação em 3 níveis
Clusterização Híbrida Metodologia data-driven
Análise de Desertos Vazios assistenciais por município

3.3.3.3 Documentos de Apoio

Documento Conteúdo
Guia de Tomada de Decisão Orientações para uso na gestão
Índice do Projeto Navegação por todos os produtos
Documento do Projeto Objetivos, metodologia e resultados

4 Resultados Esperados e Impacto na Saúde Pública

4.1 Resultados Alcançados

4.1.1 Panorama Nacional de Leitos

Métrica Valor
Total de leitos mapeados 535.133
Estabelecimentos analisados 9.072
Municípios com cobertura 3.597
Especialidades classificadas 65
Taxa de classificação taxonômica 100%

4.1.2 Identificação de Vazios Assistenciais

Classificação Municípios Percentual
COMPLETO (tem UTI/UCI) ~850 23%
PARCIAL (tem alta complexidade) ~1.100 31%
BÁSICO (apenas média/baixa) ~1.650 46%

4.1.3 Análise de Concentração de Mercado

Situação Municípios Percentual
Monopólio (HHI > 0.8) ~1.800 50%
Concentração moderada (HHI 0.25-0.8) ~1.400 39%
Mercado competitivo (HHI < 0.25) ~400 11%

4.1.4 Disparidades Regionais Identificadas

Região % Municípios com UTI % Leitos SUS
Sul ~35% ~65%
Sudeste ~30% ~68%
Centro-Oeste ~25% ~72%
Nordeste ~18% ~78%
Norte ~12% ~82%

4.2 Marcos do Projeto

Marco Entrega Status
M1 Dados tratados e validados ✅ Concluído
M2 Taxonomia hierárquica implementada ✅ Concluído
M3 Clusterização de especialidades ✅ Concluído
M4 Análise de vazios por município ✅ Concluído
M5 Relatórios técnicos gerados ✅ Concluído
M6 Guia de tomada de decisão ✅ Concluído
M7 Documentação do projeto ✅ Concluído

4.3 Impacto Esperado na Saúde Pública

4.3.1 Curto Prazo

  • Visibilidade: Gestores terão acesso a informações consolidadas sobre a rede hospitalar
  • Priorização: Identificação clara de municípios com maior necessidade de investimento
  • Planejamento: Subsídio para organização de redes de referência regionais

4.3.2 Médio Prazo

  • Redução de vazios: Direcionamento de recursos para regiões prioritárias
  • Mitigação de riscos: Identificação de municípios com alta concentração (monopólio)
  • Qualificação do CNES: Incentivo à atualização cadastral pelos gestores

4.3.3 Longo Prazo

  • Equidade: Redução das desigualdades regionais na oferta de leitos
  • Eficiência: Melhor alocação de recursos públicos em saúde
  • Transparência: Democratização do acesso a informações estratégicas

5 Cronograma

5.1 Plano de Implementação

O cronograma do projeto está organizado em 4 fases principais, distribuídas ao longo de 9 meses (Dezembro/2025 a Agosto/2026).

NoteLegenda de Status
Indicador Significado
🟢 Implementação de acordo com o planejado
🟡 Com alguns atrasos mas avançando
🔴 Problemas grandes ou atrasos que exigem atenção
Não iniciado

5.2 Fase 1: Planejamento e Definição

Período: Dezembro/2025 - Janeiro/2026

Cód Atividade Responsável Período Status
1.1 Reunião de Definição do Projeto Cieges/CONASS Dez/25 🟢
1.2 Definição dos Stakeholders Cieges/IDASH Dez/25 🟢
1.3 Reunião com CONASS para compartilhamento de BD Cieges/CONASS Jan/26 🟢
TipEntregas da Fase 1
  • ✅ Escopo do projeto definido
  • ✅ Stakeholders mapeados
  • ✅ Acesso aos dados do CNES garantido

5.3 Fase 2: Desenvolvimento Técnico

Período: Janeiro - Março/2026

Cód Atividade Responsável Período Status
2.1 Encontro Presencial para deliberar sobre o projeto Grupo IDASH Jan/26 🟢
2.2 Reuniões Virtuais de acompanhamento Cieges Jan-Mar/26 🟢
2.3 ETL e tratamento de dados Cieges Fev/26 🟢
2.4 Desenvolvimento da Taxonomia Hierárquica Cieges Fev/26 🟢
2.5 Clusterização de Especialidades Cieges Mar/26 🟢
2.6 Análise de Vazios Assistenciais Cieges Mar/26 🟢
TipEntregas da Fase 2
  • ✅ Dados tratados (arq2_tratado.csv)
  • ✅ Taxonomia hierárquica (arq5_taxonomia_leitos.csv)
  • ✅ Clusters de especialidades (arq6_clusterizacao_especialidades.csv)

5.4 Fase 3: Documentação e Validação

Período: Março - Abril/2026

Cód Atividade Responsável Período Status
3.1 Início da Escrita do Projeto Cieges Mar/26 🟢
3.2 Geração de Relatórios Técnicos Cieges Mar/26 🟢
3.3 Elaboração do Guia de Tomada de Decisão Cieges Abr/26 🟢
3.4 Banca para submissão do Projeto CONASS/IDASH Abr/26
TipEntregas da Fase 3
  • ✅ Nota Técnica ETL
  • ✅ Relatórios de Tipologia, Taxonomia, Clusterização
  • ✅ Análise de Desertos de Leitos
  • ✅ Guia de Tomada de Decisão
  • ✅ Documento do Projeto Terra SUS

5.5 Fase 4: Aplicação e Expansão

Período: Maio - Agosto/2026

Cód Atividade Responsável Período Status
4.1 Capacitação de técnicos estaduais Cieges/IDASH Mai-Jun/26
4.2 Aplicação piloto em estados selecionados Grupo IDASH Jun-Jul/26
4.3 Coleta de feedback e ajustes Cieges Jul-Ago/26
4.4 Expansão para demais estados CONASS Ago/26
WarningEntregas da Fase 4 (Pendentes)
  • ⏳ Material de capacitação
  • ⏳ Relatório de aplicação piloto
  • ⏳ Versão ajustada da ferramenta
  • ⏳ Plano de expansão nacional

5.6 Visão Geral - Diagrama de Gantt

gantt
    title Cronograma Terra SUS (Dez/2025 - Ago/2026)
    dateFormat  YYYY-MM
    
    section Fase 1
    Reunião Definição           :done, f1a, 2025-12, 1M
    Definição Stakeholders      :done, f1b, 2025-12, 1M
    Reunião CONASS BD           :done, f1c, 2026-01, 1M
    
    section Fase 2
    Encontro Presencial         :done, f2a, 2026-01, 1M
    Reuniões Virtuais           :done, f2b, 2026-01, 3M
    ETL Dados                   :done, f2c, 2026-02, 1M
    Taxonomia                   :done, f2d, 2026-02, 1M
    Clusterização               :done, f2e, 2026-03, 1M
    Análise Vazios              :done, f2f, 2026-03, 1M
    
    section Fase 3
    Escrita Projeto             :done, f3a, 2026-03, 1M
    Relatórios Técnicos         :done, f3b, 2026-03, 1M
    Guia Decisão                :done, f3c, 2026-04, 1M
    Banca Submissão             :f3d, 2026-04, 1M
    
    section Fase 4
    Capacitação                 :f4a, 2026-05, 2M
    Piloto Estados              :f4b, 2026-06, 2M
    Feedback e Ajustes          :f4c, 2026-07, 2M
    Expansão Nacional           :f4d, 2026-08, 1M

5.7 Resumo de Marcos

# Marco Data Status
M1 Projeto definido Jan/2026 🟢
M2 Dados tratados Fev/2026 🟢
M3 Análises concluídas Mar/2026 🟢
M4 Documentação finalizada Abr/2026 🟢
M5 Banca de submissão Abr/2026
M6 Piloto concluído Jul/2026
M7 Expansão nacional Ago/2026
ImportantProgresso Atual

4 de 7 marcos concluídos (57%)

O projeto encontra-se na transição entre a Fase 3 (Documentação) e Fase 4 (Aplicação).


6 Estimativa Orçamentária

6.1 Fonte de Financiamento

O projeto é financiado pelo CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) através do Cieges (Centro de Inteligência em Gestão Estadual de Saúde).

6.2 Estimativa de Custos

Categoria Descrição Estimativa
Recursos Humanos Equipe técnica de desenvolvimento A definir
Infraestrutura Servidores e armazenamento A definir
Ferramentas Licenças de software (se aplicável) A definir
Capacitação Treinamento de equipes estaduais A definir
Documentação Elaboração de materiais A definir

Observação: O projeto utiliza predominantemente ferramentas de código aberto (Python, Quarto, Pandas), minimizando custos com licenciamento.


7 Equipe de Trabalho e Partes Interessadas

7.1 Estrutura Organizacional

┌─────────────────────────────────────────────────────────────────┐
│                         CONASS                                   │
│              Conselho Nacional de Secretários de Saúde           │
├─────────────────────────────────────────────────────────────────┤
│                                                                  │
│                         Cieges                                   │
│       Centro de Inteligência em Gestão Estadual de Saúde        │
│                    (Equipe de Desenvolvimento)                   │
│                                                                  │
├─────────────────────────────────────────────────────────────────┤
│                                                                  │
│                    Grupo IDASH Estadual                          │
│         Instituto de Dados e Análises em Saúde                   │
│                    (Aplicação nos Estados)                       │
│                                                                  │
└─────────────────────────────────────────────────────────────────┘

7.2 Funções e Responsabilidades

Função Responsável Atribuições
Coordenação Geral CONASS Direcionamento estratégico e financiamento
Desenvolvimento Técnico Cieges ETL, análises, relatórios e documentação
Validação Metodológica Grupo IDASH Revisão técnica e adequação às necessidades
Aplicação Estadual Técnicos de CNES Uso da ferramenta e feedback

7.3 Stakeholders

7.3.1 Internos

Stakeholder Interesse Influência
CONASS Apoio à gestão estadual Alta
Cieges Desenvolvimento de produtos Alta
Grupo IDASH Padronização metodológica Média

7.3.2 Externos

Stakeholder Interesse Influência
Secretarias Estaduais de Saúde Planejamento da rede Alta
Secretarias Municipais de Saúde Gestão local Média
Ministério da Saúde Políticas nacionais Alta
CONASEMS Articulação municipal Média
DataSUS Fonte de dados Média

7.4 Suporte Técnico Necessário

Tipo Descrição Responsável
Acesso a dados Extração mensal do CNES DataSUS/Pinti
Infraestrutura Ambiente de processamento Cieges
Capacitação Treinamento em uso da ferramenta Cieges/IDASH
Suporte contínuo Dúvidas e ajustes Cieges

8 Referências

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. RDC nº 7, de 24 de fevereiro de 2010. Dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 2010.

BRASIL. Ministério da Saúde. Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Disponível em: http://cnes.datasus.gov.br. Acesso em: jan. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 3.432, de 12 de agosto de 1998. Estabelece critérios de classificação para as Unidades de Tratamento Intensivo. Diário Oficial da União, Brasília, 1998.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 930, de 10 de maio de 2012. Define as diretrizes e objetivos para a organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido grave ou potencialmente grave. Diário Oficial da União, Brasília, 2012.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 148, de 31 de janeiro de 2012. Define as normas de funcionamento e habilitação do Serviço Hospitalar de Referência para atenção a pessoas com sofrimento ou transtorno mental. Diário Oficial da União, Brasília, 2012.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 2.809, de 7 de dezembro de 2012. Estabelece a organização dos Cuidados Prolongados para retaguarda à Rede de Atenção às Urgências e Emergências. Diário Oficial da União, Brasília, 2012.

KAUFMAN, L.; ROUSSEEUW, P. J. Finding Groups in Data: An Introduction to Cluster Analysis. New York: John Wiley & Sons, 1990.

ROUSSEEUW, P. J. Silhouettes: A graphical aid to the interpretation and validation of cluster analysis. Journal of Computational and Applied Mathematics, v. 20, p. 53-65, 1987.

HIRSCHMAN, A. O. The Paternity of an Index. The American Economic Review, v. 54, n. 5, p. 761-762, 1964. (Índice Herfindahl-Hirschman)


9 Apêndice A: Glossário

Termo Definição
CNES Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde - base de dados oficial do Ministério da Saúde sobre a infraestrutura de saúde no Brasil
ETL Extract, Transform, Load - processo de extração, transformação e carga de dados
HHI Índice Herfindahl-Hirschman - medida de concentração de mercado (0 = disperso, 1 = monopólio)
UTI Unidade de Terapia Intensiva - leitos para pacientes graves que necessitam de monitoramento contínuo
UCI Unidade de Cuidados Intermediários - leitos para pacientes que necessitam de cuidados semi-intensivos
Vazio Assistencial Região geográfica sem oferta adequada de determinado serviço de saúde
Taxonomia Sistema de classificação hierárquica baseado em critérios definidos
Cluster Agrupamento de elementos com características similares
Competência Mês/ano de referência dos dados no CNES (formato AAAAMM)
SUS Sistema Único de Saúde - sistema público de saúde brasileiro
CONASS Conselho Nacional de Secretários de Saúde
CONASEMS Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde
Cieges Centro de Inteligência em Gestão Estadual de Saúde
IDASH Instituto de Dados e Análises em Saúde
DataSUS Departamento de Informática do SUS - responsável pelos sistemas de informação em saúde
Pinti Ferramenta de extração e tratamento de dados do CNES

10 Apêndice B: Estrutura de Arquivos do Projeto

Terra SUS/
│
├── 📄 PROJETO_TERRA_SUS.qmd          # Este documento
├── 📄 INDEX.qmd                       # Índice navegável do projeto
│
├── 📊 Dados/
│   ├── arq1_original.csv             # Dados brutos (309.610 registros)
│   ├── arq2_tratado.csv              # Dados tratados (49.804 registros)
│   ├── arq3_tipologias.csv           # Tipologias derivadas
│   ├── arq4_perfil_estabelecimentos.csv  # Perfil por estabelecimento
│   ├── arq5_taxonomia_leitos.csv     # Taxonomia hierárquica
│   ├── arq6_clusterizacao_especialidades.csv  # Clusters
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Elaborado por: Cieges - Brasil Estadual / CONASS
Data: 22/01/2026
Versão: 1.0